Visto que podem ver neste blog todos os episódios da série da
GTChannel, Behind the Smoke não ficara bem não apresentar aqui um
projecto mais detalhado do Nissan S13 usado por Dai. Existe muita
informação sobre este carro, pelo que tentei fazer um resumo fácil de
entender por todos, até porque mecânica não é o meu forte, o que não
belisca em nada a curiosidade que tenho por este ou outro carro
qualquer.
Este S13 é uma história interessante, pois
foi um projecto feito na integra por privados, tendo sido completamente
desmontado e melhorado para a temporada de 2011, factor decisivo para a
conquista do título por Dai. Outra coisa que adoro aqui, é que este carro já com muitos anos de vida, conseguiu bater adversários com máquinas muito mais recentes e em muitos casos bem mais avançados tecnologicamente. Este S13 é o produto de inumeros refinamentos e ensinamentos retirados da competição e experiência que Speed Metal Works foi adquirindo ao longo do tempo.
Para começar a pintura e gráficos escolhidos para 2011, estão absolutamente fantásticos.
O motor é um Chevy LS2 V8 com 5.7L e representa talvez, a maior alteração que este projecto sofreu, pois passou de uma configuração stock, para um motor fortemente fortificado e melhorado. A compresão passou de 12:1 para 13:1, com pistões forjados e outras alterações de monta. O carro também foi equipado com um sistema de controlo de motor MotecTem mais 400cc, e tem cerca de 100 cv a mais que a versão anterior, tendo agora cerca de 550 cv de potência e 495 Nm de binário. Este motor tem inclusivé, potencial para mais, mas a equipa acredita que a potência actual é suficiente.
Outra das mudanças mais importantes operadas, foi no sistema de refrigeração. Em 2010 o carro tinha tendência a aquecer muito, e para 2011 foi montado um radiador com o dobro da capacidade, e foram adicionadas entradas de ar para ajudar na refrigeração.
Este tanque mais conhecido por "swirl pot", é usado para eliminar bolhas no sistema de refrigeração, e pelos vistos ajuda imenso, tanto que é "must have" nos carros de corrida.
Aqui podemos ver o sistema de escape Magnaflow.
Ouvimos falar tanto da importância de ter uma distribuição de peso apropriada, aqui está um bom exemplo, o depósito de combustivel localizado na parte de trás do carro e o mais em baixo possivel. Ajuda não só na distribuição de peso, mas também a baixar o centro de gravidade.Além disso a localização também pretende proteger ao máximo o depósito de combustivel de possíveis acidentes.
A embraiagem de um carro de drift, tem um uso incrivel e neste caso, de todas as configurações testadas, o sistema de embraiagem dupla parecer ser o mais resistente. A transmissão é G-Force, sequencial e permite mudanças extremamente rápidas sem ter que recorrer á embraiagem, a embraiagem é usada no arranque claro e para provocar e ajudar a manter o drift.
Tal coisa nunca me passou pela cabeça, mas parece que mesmo neste desporto é necessáerio alterar e ajustar as relações de caixa. Este caixa que podemos ver nesta imagem, foi criada de modo a permitir rápidas trocas, mesmo durante o fim de semana das provas.
Porreira esta imagem ah? Esta barra estabilizadora pode ser ajusta em 3 posições. Mais uma vez a ideia é poder fazer alterações extremamente rápidas sem grandes trabalhos.
Mais uma evidência que neste projecto nada foi deixado ao acaso, todas as cablagens terminam aqui, o que ajuda imenso a despistar possíveis problemas eléctricos.
Não há palavras para descrever estas jantes Volk RE30, 18 x 9.5 à frente com pneus Falken RT615 245/40-18, e 18 x 10.5 e pneus Falken RT615 275/35 18. As jantes são tudo o que se pode pedir, extremamente leves, resistentes, agressivas, lindas, etc.
Uma coisa engraçada que desconhecia, é que os carros de drift, não precisam de travões muito potentes, apenas de uma grande capacidade de ajustar o balanço da travagem. Os discos são realmente pequenos para o que seria de esperar, mas fazem o que é suposto fazer. As pinças são da Wilwood, e como se quer são extremamente leves, e possuem um sistema hidraulico independente, que ajuda imenso Dai a rodar o carro.
Confesso que não deixa de ser estranho ver o minimalismo evidente no interior do carro. Todo o sistema de iluminação, funcões (escovas, ligar o carro, etc) e gestão do motor estão a cargo do sistema Motec. O tunel de transmissão foi ligeiramente alargado, para acomodar a transmissão G-Force.
O assento que Dai usa, sem surpresas é da Sparco.
Existe tanta informação sobre este carro na internet, que foi um desafio não ter aqui um testamento, mas conseguir ao mesmo tempo dar a conhecer este projecto em todos os seus componentes.
Se quiserem saber ainda mais, deixo aqui as fontes principais de informação para este artigo. Uma dela em particular, constitui pelo menos 80% do que podem ver neste artigo.




