É muito muito difícil aparecer um Chevy que ofereça uma performance à altura do que promete. Sua estética fantástica e super agressiva que eu tanto adoro, nunca foi sinónimo directo de uma performance à altura, isto dito claro por quem já meteu as mãos num Camaro, coisa que não aconteceu ainda comigo.. Vá-se lá saber porquê.
Muito dificilmente será possível dar pouco dinheiro por tanto cavalo (isto claro nos EUA), fazendo contas assim por alto, cada cavalo que o ZL1 2012 tem, fica por cerca de 80€.
É de longe o Camaro mais potente de sempre, e não só trouxe para o Século XXI o que é um verdadeiro muscle-car, mas tem agora a performance que merece.
Dos 0 aos 100 demora 3.9s e atinge 294 Km/h de velocidade máxima, valores normalmente só ao alcance de carros bem mais caros. Consegue também fazer 12s apenas dos 0 aos 400m, muito bom sem duvida, ainda para mais olhando para o peso desta besta, 1840 Kg.
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Interessante de ver que o uso que os Americanos dão aos
compressores, os Europeus e Japoneses dão aos turbos |
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O ZL1 tem um V8 com compressor, de 6.2L LSA, motor que tem o DNA do Corvete ZR1. Este motor tem 580 cv de potência e 556 Nm de binário. Além disso as válvulas de escape foram trabalhadas para reforçar ainda mais o ronco maluco desta besta, sobretudo quando se vai gás na tábua.
A carroçaria sofreu remodelações muito subtis, que visaram sobretudo a eficiência aerodinâmica a altas velocidades. Enquanto o Camaro SS normal, levanta um pouco a alta velocidade, de modo a garantir uma boa mistura entre economia e performance (isto só pode dar para rir, pois este V8 é mesmo muito guloso, mesmo na versão SS). O ZL1 faz o oposto, a ideia aqui foi aumentar a estabilidade a alta velocidade.
Tentar descobrir como conseguiram aumentar a estabilidade a alta velocidade, sem recorrer a spoilers e outros métodos normalmente usados, é sem duvida algo muito interessante de se fazer. Na verdade foi uma combinação de trabalho em tunel de vento, e alterações nas grelhas, asas e a parte debaixo do carro, que no conjunto contribuiram para este feito.
A nível do chassis, o trabalho colocado neste Camaro é mesmo coisa rara de se ver em carros americanos. Está equipado com um MRC, Magnetic Ride Control e PTM, Performance Traction Management, tecnologia muito moderna, e que eu saiba nunca vista em carros americanos deste natureza (disponíveis ao publico).
No caso do MRC, o Camaro estreia a 3ª geração deste tecnologia, que fez a sua estreia no Range Roger Evoque. Tanto quanto sei é um sistema muito semelhante à suspensão activa, em teoria, pois adapta-se ao tipo de condução a ser aplicada pelo condutor. É tecnologia muito cara, que normalmente só vemos em Ferraris e carros deste gabarito. Mas é uma afirmação clara por parte da Chevrolet de que não cortaram em nada para melhorar este Camaro.
Já o PTM, fez sua estreia no Corvete ZR1, e basicamente é uma caixa que contém 5 modos diferentes, que ajustam não só o launch control, mas também controle de tracção, direcção assistida, controle de estabilidade e a própria firmeza do carro. Talvez daqui a 15 anos vejamos este tipo de tecnologia num Opel Corsa.
Pelo menos no mercado americano, o ZL1 aparenta ter tudo, um preço ultra baixo, potência elevada, performances alucinantes, e um chassis optimizado para andar bem não só em linha recta, mas também nas curvas.
A Top Gear fez um teste a este Camaro e pelos vistos a prática não ficou em sintonia com a teoria. Isto deve-se sobretudo ao peso elevado do ZL1, que tornaram quase infrutíferos, os esforços feitos pelos engenheiros da Chevrolet.
O Camaro anda muito bem em recta, mas apesar de todos os esforços, o Camaro ZL1 tem muitas dificuldades em colocar a potência no chão, obrigando o PTM a cortar constantemente a potência, devido à perda constante de aderência, sobretudo em piso molhado.
Além disso o sistema PTM acaba por ser um pouco bruto no seu funcionamente, na medida em que quando pára de cortar a potência, "devolve-a" de uma forma abrupta, tornando a condução díficil. Facilmente se perde o controlo da besta.
Apesar deste temperamento díficil, sobretudo em piso molhado, é o Pony mais potente de sempre, e na parte que me toca, é praticamente perfeito a nível do design, sobretudo a frente. Não aprovo a 100% o para-choques actual, mas não obstante isso é super agressivo, largo, comprido e baixo. Sei que nunca vou ter um, mas não é por isso que vou adorar menos o carro.
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Estão a melhorar os interiores dos carros americanos, mas
ainda a anos luz dos Europeus e até alguns japoneses. Seja
como for não desgosto deste esquema, dentro do que é. |
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| Palavras para quê??? |