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Live fast! Die hard!

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Live fast! Die hard!

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Live fast! Die hard!

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Live fast! Die hard!

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Live fast! Die hard!

Um Toyota AE86 Time Attack verdadeiramente espetacular

Eu simplesmente adoro este carro. A sua história, sua forma, seus feitos. Tudo nele me fascina. O problema é que fascina também meio mundo, o que faz com que seja incrivelmente caros. Mas isso não impede que aja milhares de projetos por esse mundo fora. Este em particular eu tinha que partilhar com vocês.


Posso continuar a escrever? Ou querem continuar a babar com estas fotos?
Uma das coisas que me pode fazer ficar atraido por um carro é o seu aspeto. Tem carros em que a função precede a forma e outros que é ao contrário. Eu consigo engolir os dois lados, mas preferencialmente vou pela forma. Muitos carros preocupam-se tanto com a forma que só quando está tudo feito é que se lembram "ah.. agora temos que o pôr atraente..." Não me parece. E embora este AE86 me pareça conseguir fazer os dois, claramente o estilo que emana está completamente TOP. Tudo neste carro notoriamente foi meticulasamente escolhido, e a mim tudo me convence. Poucos carros conseguem isso. É pegar nas chaves, ligar o carro e siga curtir.

Os pormenores são fabulosos, vejo muita nostalgia neste carro, mas ao mesmo tempo muita vontade de escavar o asfalto que surgir à frente.



Confesso que tenho muitas dificuldades em engolir aquelas rodas traseiras extremamente largas, mais aquelas abas. Não é mesmo a minha onda. Este Trueno é dos poucos casos que até consigo aceitar, afinal tudo fica bem neste carro.
E pronto não há muito a dizer, é ver mais umas fotos.

O autor deste projeto americano, Joshua Garcia
aka joshiroku

Audi A3 Clubsport QUATTRO

Deve ser impossível não ficar abismado com as fotos do que poderá o próximo Audi RS3, feita através da publicação de um estudo a ser assimilado pelos vãs do Grupo VW que se vão reunir em Worthersee, Reignitz na Alemanha, entre 28 e 31 de Maio.


Trata-se obviamente de um A3 mega vitaminado, a usar o clássico 5 cilindros TFSI 2.5L a gasolina, com uns impressionantes 525cv. Com um peso a rondar os 1500Kg, estamos a falar de uma relação peso potência na ordem dos 2.9 KG/cv, o que é muito. AS performances são 3.6s dos 0 aos 100 Km/h, e cerca de 310 Km/h de velocidade máxima.


Este motor já existe no RS Q3, tendo sofrido algumas melhorias, como um turbo e intercooler de maiores dimensões. A tração é obviamente às quatro rodas, estando este Audi equipado com uma caixa de dupla embraiagem Stronic de 7 velocidades, o que certamente permitirá acelarações brutais. Além disso está equipado com sistema de launch control.


A base deste A3 é obviamente o S3, pelo que todo o chassis sofreu melhorias, no sentido de lidar melhor com a potência extra. A suspensão foi alterada, o chassis está mais baixo, os travões são carbocerâmicos e as jantes, estejam atentos, são de 21 polegadas. Um pouco exagerado não?


Esteticamente este A3 está simplesmente fabuloso, seja de que angulo for. O azul usado na pintura é fabuloso, e todo o carro é mega agressivo.  É muito raro um carro ter uma traseira tão interessante como a frente, quando muito superá-la, mas este Audi não sei não.


No interior, temos os clássicos bancos desportivos, com cintos de quatro apoios.



Vamos fazer figas para que a versão final a produzir seja exatamente como esta. Certamente vamos ver este Audi sobretudo pela internet, mas quem sabe um de nós possa ter a sorte de ter um.




Ayrton Senna - 20 anos após a sua morte


O tempo passa a voar. Como ele fazia nas pistas. Já passaram 20 anos desde a morte de Ayrton Senna da Silva. Como muitos outros pelo mundo fora, senti um apelo e até obrigação para fazer a minha pequena homenagem, a quiçá o melhor piloto de todos os tempos, imortalizado pela forma como nos deixou.

Minha infância foi passada a acompanhar tudo o que tinha a ver com desporto motorizado. Seguia a Formula 1 sempre que me era possível, via todas as corridas. Recordo com saudade acordar bem cedo ao Domingo para ver o GP de Susuka.


Como qualquer jovem, sempre que via uma competição nova, acabava torcendo por quem tivesse o número 1, que na altura era Alain Prost. Lembro-me muito bem em 1986/87 de ir diariamente com meu pai a um café perto do local de trabalho dele. A marca do café era Segafredo, a dona uma mulher lindíssima e todo o café era igual a qualquer outro, com a diferença de ter inúmeros quadros, todos eles com fotos de Alain Prost e seu McLaren. Pois bem, passou a ser o meu piloto favorito.

A rivalidade com Senna foi lendária. Eram eles e mais ninguém. Voltaram a colocar a Formula 1 na boca do mundo, e agora que passaram 20 anos, com toda a informação disponível, é fácil ter uma noção muito melhor do que se passou na altura. Coisas que na altura era impossível saber. Como em tudo na vida quanto mais empenhado estamos mais damos de nós, e na altura a motivação de Senna era bater Prost a todo o custo. Provar a ele e ao mundo que era melhor. E isso levou a momentos que ficaram na história, tanto dentro da pista como fora.


E embora na altura torcesse por Prost, agora 20 anos passados tenho outra impressão de Senna, um homem profundamente religioso, meticuloso, que na altura era simplesmente o topo no que toca a profissionalismo. Fisicamente era de longe o piloto melhor preparado, e tecnicamente sabia desenvolver um carro como ninguém. Seu talento à chuva era incomparável, e muitas vezes lutou com equipamento inferior, conseguindo por vezes fazer coisas que o carro não conseguia.
Recordo sempre com prazer os tempos em que o carro de Senna tinha o logo da Honda. Durante os dois anos que Senna e Prost estiveram na mesma equipa, ficou evidente que a Honda tinha uma predilecção por Senna, havendo na altura queixas de Prost de uma certa preferência da Honda por Senna, que levava a que os motores de Senna tivessem sempre algo mais. Era assim? Não sei e creio que nunca saberemos. Relembro um evento em Susuka onde Senna foi convidado pela Honda, a assistir e participar no lançamento do icónico Honda NSX. Vendo esses vídeos, é impossível não ficar espantando com a aurea que Senna emanava. Havia algo naquele homem que o fazia parecer algo mais que todos os outros à sua volta. Ok, Campeão do Mundo, famoso em todo o lado, mas não era isso. Era algo mais. Lembro-me de ver Senna a analisar os pneus que iam ser usados no carro. Pneus de estrada, num carro de estrada. Nada de especial. Mas a maneira como os Engenheiros Japoneses olhavam para Senna, ouviam o que dizia. O respeito e admiração que claramente tinham por Senna, sempre foi algo que adorei ver e confesso, invejei. É talvez a imagem mais forte que tenho de Senna.

 
Em 1994, após a retirada de Prost, Senna saiu finalmente da McLaren e atrás da melhor equipa da altura, a Williams. Esse ano, foi o ano que marcou o fim das ajudas electrónicas que havia na altura. A mais proeminente, era a suspensão activa. Era uma tecnologia de ponta, que fazia dos Williams os carros mais competitivos. Pois bem, a retirada dos componentes electrónicos que o próprio Senna sempre pediu para que acontecesse (embora nunca saiba se o fez sobretudo, porque fazia com que não tivesse hipóteses contra os Williams), e talvez outros aspectos técnicos que não sei nem posso falar, fizeram com que o Williams de 1994 fosse tudo menos um perfect match com Senna. Apesar de rápido, era um carro extremamente dificil de guiar, com problemas de equilíbrio notórios. Senna não só não se sentia confortável com o carro,como não se sentia confortável com a equipa. Seria a ausência do seu grande rival de sempre, Prost? Sua relação chegou a ser inexistente, mas após a retirada de Prost tudo mudou. Senna passou a falar com Prost de novo, e pedia a Prost constantemente para voltar. Sua motivação era Prost e não a nova geração de pilotos, liderada pelo na altura jovem Shumacker. Além dos problemas com o carro e a equipa, Senna e muitos outros no paddock, suspeitavam que o Benneton de Shumacker tivesse controlo de tracção, na altura ilegal.
O que é certo é que nas três primeiras corridas, Senna desistiu três vezes. Conseguia sempre ser o mais rápido nas qualificações, mas o que é certo é que não conseguiu terminar as corridas.

O GP de Imola foi pródigo em acontecimento nefastos. Na 6ª feira desse fim de semana, Rubens Barrichello teve um acidente forte e ficou de fora para a corrida.

No dia seguinte, e pela primeira vez em mais de uma década, um piloto desconhecido, Roland Ratzenberger tem uma pequena saida de pista, e após verificar (pensava ele) que estava tudo bem com o carro, decide continuar e na volta seguinte a asa da frente quebra causando o despiste e morte imediata. É esta a versão deste acidente tida com a mais correta. No entanto, muitos anos depois Adrian Newey na altura o projetista do Williams FW16 de Senna, comentou que sempre se sentiu um pouco culpado pelo acidente de Ratzemberger e seu Simtek. Foi pedida a ajuda de Newey para consertar a asa dianteira do carro de Ratzemberger, ajuda que Newey não prestou.


Na altura do acidente Senna estava nas boxes e sua reacção foi apanhada nas câmaras. Senna ficou muito afectado por este incidente e foi notória seu enorme desconforto todo o fim de semana. Claramente não queria correr, não queria estar ali e pairou a duvida quase até ao inicio da prova, em saber de Senna ia competir ou não.

O inicio de corrida deu mais uma indicação que algo de mau ia acontecer. Na largada, o Lotus do português Pedro Lamy, embate no Benneton de JJ Letho. Foi um embate muito forte e perigoso, e à parte alguns espectadores atingidos por destroços dos carros, nada de grave aconteceu.

Após algumas voltas atrás do Pace-Car a corrida começou, com Senna a sair na frente e Shumacker no seu encalce.


Pois bem, na volta 7, a segunda após o reinicio da corrida, algo de errado acontece e Senna vai em frente na rapidíssima curva de Tamburello feita a fundo a cerca de 305 Km/h (segundo dados de telemetria da Williams). Senna reage de imediato e nos 2s seguintes consegue baixar a velocidade para 218 Km/h. O embate é forte e Senna fica imóvel, aparentemente inconsciente. Por breves momentos, a cabeça de Senna mexe-se dando a mim e a todos os que estavam a ver a corrida, esperança! Infelizmente o pior aconteceu, e Senna foi declarado morto pouco tempo depois.
Falar em azar é dizer pouco. Um pedaço de suspensão frente do lado direito do Williams, entrou pela viseira de Senna, causando sua mortea. Não houve nada mais, Senna não tinha escoriações, cortes, ossos partidos ou qualquer outra lesão. 10 cm acima ou abaixo e nada aconteceria e Senna teria voltado para as boxes pelo seu próprio pé.

Lembro-me perfeitamente disse dia. Estava num parque de campismo com a família a assistir ao GP. Na altura do acidente um tio meu tem um comentário frio e sarcástico "foi co ca...". Na altura custou a ouvir, mas infelizmente foi isso mesmo que aconteceu. O resto fica para a história, um piloto endeusado para o resto dos tempos, uma perda enorme, sobretudo para o Brasil, um país em enormes dificuldades, onde Senna era praticamente o único rosto de esperança. Seu funeral foi um bom exemplo da importância de Senna para o mundo.

Não há nada que possa dizer que já não tenha sido dito. Esta é apenas minha versão desse dia.