0a300

Live fast! Die hard!

0a300

Live fast! Die hard!

0a300

Live fast! Die hard!

0a300

Live fast! Die hard!

0a300

Live fast! Die hard!

AE86 vs New Toyota 86

Para mim o novo AE86 é um mini Nissan GT-R. Faço esta comparação porque acho que partilham a mesma filosofia. Carros virados para o condutor, sempre a ser melhorados, e com milhares e milhares de projetos a serem criados por esse mundo fora, nas mais variadas vertentes. Falo de Drift, Track-Days, Time-Attack, Drag, etc.


Sendo muito mais barato (ok.. em Portugal é caro.. mas isso é Portugal), é mais acessível à maioria. O novo AE86 pretende recuperar a aurea do original. E de todas as comparações possíveis, hoje vamos a ver a que eu mais desejava. O que é para mim o AE86 mais conhecido do mundo. Pertença do Drift King, Mr. Keiichi Tsuchiya vs o novo GT86, já com o dedo de alguns dos maiores tuners do Japão. O cenário, é o fabuloso Touge.

Mais não digo, vamos ver o vídeo.


Bugatti Veyron - O fim de uma era

Cerca de 10 anos e 450 unidades depois,o Buggati Veyron deixou de ser produzido. Terá sido talvez o carro mais avançado tecnologicamente alguma vez produzido em série. Aquilo que conseguiu fazer merece nosso reconhecimento. Sempre foi o algo a abater por parte dos seus concorrentes. Em 2005 e durante muitos anos, ninguém chegava aos seus calcanhares. E mesmo agora, é preciso muito $$ e muito tuning para encontrar outros superdesportivos que batam o Veyron. E realço isto, que batam um Veyron stock! Falta saber até onde o Veyron conseguia chegar se fosse alvo do mesmo tratamento/investimento.


O Bugatti Veyron EB 16.4 é um superdesportivo de motor central, desenhado e desenvolvido na Alemanha, pelo grupo VW e fabricado em Molsheim-França, pela Bugatti Automobiles S.A.S. A versão original surgiu em 2005, equipada com um enorme W16, quatro turbos,  1016cv de potência e 1250Nm de binário, com uma velocidade máxima de 407,12 km/h. Pensem bem nestes números. Hoje começam a ser mais usuais, mas em 2005 não havia nada que chegasse perto sequer.
A versão atual do Veyron, o Super Sport. É o carro de produção mais rápido do mundo, com uma velocidade máxima de 431,00 km/h e uns estonteantes 1200cv de potência máxima. 

Origem do nome

O nome Veyron, foi uma  homenagem da Bugatti ao engenheiro, piloto de testes e co-piloto de corridas, Pierre Veyron, vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1939. O EB refere-se ao fundador da Bugatti, Ettore Buggati. Já o 16.4 é mais simples. Motor com 16 cilindros e 4 turbo compressores.


Especificações

Vale mesmo a pena realçar algumas das especificações deste Bugatti, para termos real noção do quão avançado foi para o seu tempo.
O motor é um W16 com 8 litros de capacidade. Basicamente dois V8 de 4L juntos. Com 4 válvulas por cilindro, tem 64 válvulas ao todo. O motor é alimentado por quatro turbos e tem uma dupla embraiagem sequencial, com sete velocidades, controlada automaticamente por computadores, e paddle shifters no volante.


Utiliza um sistema de tração integral para conseguir passar ao solo os mais de 1000cv de potência. Além disso usa pneus especialmente desenvolvidos para o Veyron, Michelin PAX de esvaziamento limitado. Cada set custa mais de 60.000€, sim leram bem. Mais de 60.000€. As temperaturas a que os pneus são sujeitos a mais de 400 km/h são enormes, pelo que tem que ser um pneu muito especial. A montagem dos pneus tem que ser em França, pois requer técnicos e equipamentos especializados.
Para conseguir produzir tanta potência, o calor que produz é também enorme, pelo que são necessários 10 radiadores para manter as temperaturas controladas.
  • três trocadores de calor para os intercoolers;
  • três radiadores para o motor;
  • um radiador para o sistema de ar-condicionado;
  • um radiador de óleo da transmissão;
  • um radiador de óleo do diferencial;
  • um radiador de óleo do motor.
Um dos muito gadgets que o Veyron tem, é uma chave especial que permite baixar a altura ao solo do carro. Isto é feito quando o condutor pretende extrair tudo o que o Bugatti tem para dar. O coeficiente aerodinâmico passa de 0.41 para 0.36.
Os números ao nível de performances são estratosféricos:
  • 0 − 100 em 2,46 segundos (2,2 no modelo Super Sport);
  • 0 − 240 em 9,8 segundos;
  • 0 − 300 em 16,7 segundos (14,6 no modelo SuperSport);
  • 0 − 400 em 55 segundos;
  • 100 − 0 em 31,4 metros.

Já no que toca à potência do motor, não há dados concretos, pois mesmo a própria Buggati, afirma que varia de motor para motor. Pelo que o número oficial é por ventura para o lado conservador. No entanto, vamos considerar os 1016cv como referência.

Velocidade máxima

O focus principal do Veyron, é a velocidade máxima. Não foi desenhado para ser rápido em pista, foi desenhado para dizimar qualquer adversário em prestações puras. A 19 de Abril de 2005, na pista de testes de Ehra-Lessien, inspetores alemães registaram uma velocidade média de 408,47 km/h. Números confirmados por James May do Tope Gear, em Novembro de 2006, na pista de testes da VW.

Considero este vídeo épico. As emoções que Mr. "Captain Slow" sentiu e exprimiu, foram das melhores que alguma vez vi num teste do género. Deu para sentir que era tudo genuíno.


Para terem ideia da "potência" da tal chave especial. Sem ela a velocidade máxima do Veyron, é de 343 km/h. Quando o carro passa dos 220 km/h a suspensão desce até ficar a uma distância de 9cm ao solo. A chave que ativa o modo de velocidade máxima, só pode ser ativada com o carro parado. Depois de inserida, a chave ativa uma lista de verificações. O objetivo? Confirmar se carro está em condições de tentar atingir velocidade máxima. Se a verificação for positiva, o carro assume configurações diversas destinadas a otimizar a velocidade máximo. O spoiler traseiro muda de posição os difusores de ar frontais fecham-se, e o carro baixa para um altura ao solo de 6.5cms. Impressionante ah?

Bugatti Veyron 16.4 Super Sport

O Veyron teve várias versões (cerca de 30 ao todo)! Vou saltar para a que considero ser a mais especial. A versão Super Sport. Lançado em 2010, era a resposta da Bugatti ao desafios da concorrência, que proclamavam que o Veyron já não era o menino mais rápido da rua.
Com uma produção limitada a 30 unidades, passou a ter 1200 cv de potência, e 1500Nm de binário. A aerodinâmica foi completamente revista, bem como o peso. A velocidade máxima passou para uns incríveis 431,072 km/h. No entanto, a tecnologia dos pneus não conseguiu acompanhar a do Bugatti, pelo que sua velocidade máxima está limitada a 415 km/h. Acima disso os riscos dos pneus se desintegrarem aumentam imensamente, dai esta limitação.
Nesta foto vemos a versão Veyron 16.4 Super Sport Record Edition, limitada a 15 unidades, com uma cor laranja e preta. Fabuloso ah?



James May também testou o Grand Sport. O vídeo não é tão impressionante como o primeiro, mas vale a pena ver na mesma.

 

O fim de uma era


Pouco se sabe sobre o sucessor do Veyron. Especula-se que terá cerca de 1500cv de potência, 1100Nm, de binário e 460 km/h de velocidade máxima. Impossível saber como será na realidade. Pode ser ainda mais. O que sabemos do Veyron, diz-nos que para conseguir estes números, tem que haver muito trabalho de Engenharia. É muito difícil conseguir estes números, sem ter riscos de fiabilidade e segurança. Também se fala que seja lançado em 2016. Eu sinceramente estou a contar com 2017 ou 2018. 
Esteticamente nunca achei o Veyron um carro atraente. A função levou sempre primazia face à forma. Mas é um carro imponente de ver, estupidamente caro de comprar e sobretudo manter. O sucessor tem uns sapatos enormes para calçar.
"O Veyron não tinha que ser bonito - tinha que cortar pelo vento 160km/h mais rápido que um 747 a levantar voo.
O Veuron foi desenhado sem compromissos, sem olhar a custos, e sem outro objetivo além de se tornar a referência por entre os super-desportivos. Tanto que diz-se que a VW nunca chegou a ter lucro com o Veyron, muito pelo contrário. O Veyron foi uma obra-prima da engenharia automóvel, cujo reinado durou vários anos. 
No entanto, o tempo não pára. O Veyron foi descontinuado porque era velho, e os concorrentes já conseguiam igualar seus números. Existem empresas que se dedicam a bater a velocidade máxima do Veyron. Por menos de 200.000€ consegue-se comprar um Porsche 911, que fica a um mero décimo de segundo da primeira geração do Veyron, no que toca ao mágico 0-100km/h. 
Recentemente, temos visto a Ferrari e a McLaren a lançar super-desportivos hibridos, uma tecnologia que o Veyron não possui. O que isto quer dizer, é que o Veyron já não é o pinaculo da industria automóvel. O próximo terá que usar tecnologia hibrida, poluir menos, gastar menos. 
O Veyron representa o apex do automóvel à moda antiga. Um testamento para o uso da tecnologia sem consciência ou compromissos. Já não se constroem carros rápidos, sem compromissos ou concessões. O Bugatti Veyron foi talvez a ultima expressão de egoismo puro. Um esforço unico de tecnologia, que ficará para a história como o maior e melhor carro não-hibrido, movido a gasolina.
O Veyron virou um dinossauro, o expoente máximo de uma era dourada.


Fonte: wikipedia