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Live fast! Die hard!

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Live fast! Die hard!

DeLorean DMC-12


Está quase a fazer 30 anos desde o primeiro Regresso ao Futuro. Uma das sagas mais bem sucedidas da história do cinema. Um dos ex-libris dessa saga era o carro usado para viajar no tempo, o DeLorean. Hoje vamos saber mais um pouco deste carro muito peculiar.




História

O DeLorean DMC-12 simplesmente conhecido como O DeLorean devido ao facto de ter sido o unico modelo produzido pela DeLorean, é um carro desportivo fabricado por John DeLorean da DeLorean Motor Company, durante 1981 e 1982 e apenas para o mercado americano. A sua característica mais saliente eram as portas em forma de asas de gaivota, tal e qual como o Mercedes 300SL Além disso era construído em fibra de carbono, com painéis em aço afixados dando-lhe aquele look icónico. Este carro desconhecido virou icónico ao ser usado na triologia Regresso ao Futuro.


O primeiro protótipo apareceu em Outubro de 1976 e sua produção começou em 1981 na Irlanda do Norte, em Dunmurry  Belfast mais concretamente. Durante a sua produção várias caracteristicas foram alteradas, tal como o capot, jantes e interior. Estima-se que cerca de 9000 DMC-12 foram produzidos antes da produção ser interrompida no inicio de 1983.


Infelizmente o DMC-12 acabou sendo o único modelo produzido pela DeLorean. A empresa entrou em liquidação como consequência da maior quebra registada no mercado americano desde 1930. Em 2007 estimava-se que ainda existiam cerca de 6500 DeLorean DMC-12.

Características

O pai do DMC-12 foi William T. Collins, Engenheiro Chefe e designer que fez carreira na Pontiac. Inicialmente estava previsto ter um motor central Citroen/NSU que depois passou para um motor Ford Cologne V6 e por fim terminou num motor V6 de injecção resultado de uma parceria entre a Peugeot, Renault e Volvo. Além disso o motor deixou de ser central tendo passado para a traseira. A nível de chassis a ideia iniciar era usar uma tecnologia nova que iria revolucionar a industria automóvel, pois iria permitir baixar os custos de produção. A DeLorean chegou ao ponto de ter direitos de patente sobre essa tecnologia de nome ERM (Elastic Reservoir Moulding), que no entanto acabou por se relevar inutilizável.


Como muitas vezes acontece o tempo acabou matando algumas das ideias que o conceito original tinha. O carro acabou senado quase completamente reestruturado, sobretudo após passar para as mãos do famoso Colin Chapman, fundador e dono da Lotus. Chapman com sua postura pragmática, substituiu os materias e técnica de construção não testadas pelas que usava na Lotus. O chassis é muito semelhante ao do Lotus Esprit. Felizmente o desing do DMC-12 permaneceu praticamente inalterado, assim como o corpo em aço e as portas gull-wing.

Esquisito ver a traseira sem os gadgets usados no filme

Performance

Inicialmente John DeLorean queria 200cv motor que equipasse o DMC-12. No fim acabou ficando pelos 150 cv. Além disso a aplicação obrigatória de um catalisador imposta pelas emissões de gases tóxicos dos Estados Unidos, retiraram mais 20cv ao carro, tornando-o pouco potente para o carro que era. A performance não era grande coisa. Isto em conjunto com as alterações ao sistema de suspensão usado na versão americana, fizeram esta versão ser vista como despontadora. Ficou a ideia que a versão Europeia (sem o catalizador) conseguia 8.8s dos 0 aos 100 Km/h enquanto a versão americada só conseguia 10.5s. Não me parece que 20cv extra consiga ganhar quase 2s, mas pronto esse é um mistério que só se resolverá tendo as duas versões lado a lado. 




Versões especiais

Fiquei desiludido ao saber que o DMC-12 tinha apenas um motor V6. Na saga Regresso ao Futuro, surge equipado com um muito mais potente V8. Lamento dizer mas isso não é verdade. Foi usado o mesmo motor PRV nas filmagens, sendo o som dobrado para emular o de um V8. Daquelas coisas que preferia não ter descoberto. Durante os três filmes foram usados seis DeLorean no total, além de um fabricado totalmente em fibra de vidro para as cenas em que aparenta voar. Existem ainda três dos seis que foram produzidos. Um foi destruído na parte final do terceiro e ultimo filme (nossa como fiquei desiludido na altura quando vi essa cena). Os outros dois foram deixados ao abandono e a réplica em fibra de vidro vendida a uma sucata. Nunca consegui perceber esta coisa de deixarem ao abandono carros como este após os filmes acabaram. Sempre me fez confusão. Seja como for a Universial Studios ainda tem dois DMC-12, que usa ocasionalmente em exibições ou outros filmes. A terceira unidade está em mãos privadas após grande restauração.


Conclusão

Como sempre deu-me prazer pesquisar um pouco sobre um carro que me marcou. Por acaso até existe muita informação sobre o DeLorean da qual tentei passar apenas uma pequena parte. Foi um carro que teve o azar de nascer num período muito difícil. E apesar de ter havido algumas tentativas de fazer renascer a divisão automóvel da DeLorean (a marca ainda existe noutras industrias), isso ainda não aconteceu. Se tiverem curiosidade, certamente deve haver algumas réplicas por ai que valha a pena descobrir. Aqui fica um exemplo muito interessante e bem documentada.


Que carro devo comprar?

É sempre um problema escolher que carro comprar. Vou para o diesel ou fico-me pelo a gasolina? Pois bem a Bosch, gigante mundial de industria automóvel, que provavelmente tem seu dado na maioria dos carros fabricados no mundo, desenvolveu uma aplicação de nome CarCostsApp que pretende tornar a decisão de que carro comprar muito mais fácil e confortável.


Esta ferramenta permite uma comparação direta da maioria dos carros atualmente no mercado via smartphone ou tablet, e com a vantagem adicional da portabilidade, ou seja, pode fazer a comparação em praticamente todo o lado. Usando a mesma base de dados do website Bosch Fuel Pilot, esta aplicação calcula os custos completas de cerca de 10.000 modelos e ajuda a determinar a opção economicamente mais viável.

A aplicação para já só está disponível em Inglês e Alemão, mas é muito fácil de trabalhar. Encontra-se disponível gratuitamente via loja de aplicações da Apple's e no Google Play. Estas comparações podem ser feitas também no site da Bosch Fuel Pilot.

BMW M1 E26

É sem duvida um carro que marcou a história da BMW sobretudo da sua secção desportiva. Estamos a falar do único BMW com motor central alguma vez feito e cujo design intemporal ainda hoje faz rodar cabeças, embora seja muito difícil de ver ao vivo, a não ser numa corrida de clássicos quiçá. Hoje o 0a300 vai procurar saber um pouco mais em relação ao espetacular BMW M1 (E26).


Isto será uma surpresa para quem não sabia, e sobretudo irá responder a algumas questões relativamente ao design do BMW M1, que há primeira vista não parece de todo um BMW. Pois bem, o M1 é o produto de uma parceria que correu mal, entre a BMQ e a Lamborghini. No final dos anos 30 estes dois gigantes da indústria automóvel, fizeram um acordo para produzir versões de estrada suficientes para obter homologação para um novo carro de corridas. No entanto, conflitos surgiram e acabou sendo a BMW a produzir o carro. O produto disto foi o M1, que teve apenas três anos de vida (1978 a 1981). Foi o único BMW de motor central a ser produzido em massa. Tinha um motor V6 3.5L  twin-cam com o código M88. Este motor produzia cerca de 273 cv na versão de estrada, com uma velocidade máxima de 260 Km/h e 5.4s dos 0 aos 100 Km/h. Para teremos uma boa perspetiva, as versões de corrida turbo tinham cerca de 850 cv. Um salto enorme na potência que demonstra o enorme potencial deste motor.

Lado a lado com o show car que serviu de inspiração.

Como nasceu

O design foi da autoria de Giugiaro, que foi buscar inspiração ao show car BMW Turbo de 1972. Inicialmente deveria ser a Lamborghini a trabalhar nos detalhes do chassis, montar protótipos e produzir os carros. Mas problemas financeiras na Lamborghini obrigaram a BMW a reassumir o controlo das operações. Ao todo sete protótipos foram produzidos, enquanto a nível de produção a BMW colocou à disposição do mundo 453 M1, o que faz do M1 um carro muito raro e difícil de obter, sobretudo agora mais de 30 anos depois que sua produção cessou. A base do M1 o seu motor M88 continuou no M635Csi e na primeira geração do M5.

Farois escamoteáveis. Uma tendência que desapareceu, mas que acredito que volte no futuro.

O M1 teve vários sucessos no desporto motorizado e é considerado um dos melhores carros de corrida dos anos 70.

Procar


Em 1979 a BMW Motorsport organizou um campeonato especificamente para o M1, com o intuito de permitir à BMW produzir M1 em número suficiente para entrar na categoria do Grupo 4, ficando conhecido como Procar BMW M1 Championship, e servia de corrida de apoio à Formula 1, tendo inclusive muitos pilotos da Formula 1 da altura a competir, coisa impossível de ver hoje em dia. Este campeonato durou dois anos, com Niki Lauda a vencer a temporada de 1979 e Nelson Piquet a de 1980. Assim que os requisitos necessários para entrar no Grupo 4 foram atingidos, os carros usados no Campeoanto Procar foram usados por várias equipas em provas do Campeonato do Mundo ou campeonatos nacionais.


Que me parece?


Pessoalmente adoro o design do carro. Acho muito agressivo e avançado para o seu tempo. É um carro baixo e largo, o que por si só costuma ser uma combinação mortal. Tem muito tempo gasto a definir a aerodinâmica fazendo do M1 um daqueles desportivos em que a forma segue a função. É muito díficil encontrarmos um BMW com o selo M de que não gostemos. Este em particular, é dos que mais me enche as medidas.


E agora alguns vídeos.


BMW M4 + Porta Aviões = Drift

De longe a longe surgem anuncios que são verdadeiros hits, devido à originalidade dos mesmos. Há muitos anos atrás ficou célebre um anuncio feito pela Continental com um Opel Kadett no topo de um prédio.


Pois bem, a BMW não ficou atrás e o que parece ser mais um BMW a fazer drft, vira algo que não se esperava. É que o drift foi feito dentro de um porta aviões. Muitos efeitos especiais e tal mas sobretudo muito bem pensado e feito.

Aqui ficam algumas fotos e por fim o vídeo do anuncio.


Ah... quanto ao carro. Palavras para quê? Está brutal.. simplesmente brutal.. Vai sonhando vai.