WRC - Toyota Celica ST185 GT-Four


Sempre que pensámos em carros de rallys lendários dos anos 90, o que nos vem à cabeça em 1º lugar? Pensamos no Subaru Impreza, Lancia Delta, Ford Escort e Mitsubishi Lancer, e só mesmo após estes é que muitos de nós se calhar, nos lembramos do Celica GT-Four ST185.

Lendas dos rallys como Juha Kankkunen, Didier Auriol, entre outros. Mas o mais famoso por ventura, terá sido El Matador, Carlos Sainz.

Uma das características mais marcantes do Celica, é algo que eu pessoalmente vejo quase apenas e só, que é o seu design intemporal, que dá ao carro umas linhas que mesmo 20 anos depois ainda estão perfeitamente actuais. Na altura a Toyota queria formas mais aerodinâmicas, e de uma maneira que na altura pouco se via, com ângulo longos e suaves, e uma frente baixa e longa.

Na altura, era prática comum os carros de rally terem 4 portas, mas não o Toyota que até nisso fugiu ao standard e competiu com um modelo de 2 portas. Por fim fica o que é para mim a imagem de marca dos Celica, que são os faróis escamoteáveis, algo que certamente preenche o imaginário de muitos e que hoje em dia, vê-se muito pouco infelizmente.


O Celica Gt-Four vinha equipado com um motor 2.0 4L 3S-GTE, com um intercooler bastante largo e um Turbo CT26 com entrada dupla, que produzia cerca de 295cv. A nível de transmissão usava um sistema de 4 rodas motrizes claro.

A sua estreia foi em Monte Carlo, em 1992 substituindo então o anterior modelo o Celica ST165, pelas mãos de Carlos Sainz. Nesse ano, o ST185 conquistou 4 vitórias bem como a renovação do título conquistado na época anterior. Não é fácil um carro vencer assim logo na sua estreia, o que vem valorizar ainda mais o feito. Em 1992, o Celica era o carro a ter.

Embora tenha vencido o campeonato de pilotor, a Toyota não venceu o titulo de construtores. Tal feito, conseguiu-o na época seguinte, onde a Toyota apostou mais, com 2 pilotos novos, permitindo a conquista de 6 vitórias em 1993, dando assim o primeiro título na história da Toyota. Nessa época Kankkunen contribuiu com 5 vitórias, conquistando assim o seu quarto campeonato.

Mas nada de pensar que o ST185 ficou por aqui, pois na época seguinte Didier Auriol conquistou o título de pilotos e a Toyota renovou o de construtores. Foi um carro com uma carreira muito curta, pois na época seguinte foi substituído pelo ST205, carro que não conseguiu emular o sucesso do ST185.

Como tal é justo considerar o ST185 como um carro muito importante para a história da Toyota, um carro que dominou uma boa parte do inicio da década de 90. Fica para a história também o design muito próprio e as cores marcantes e inesquecíveis da Castrol, por baixo do branco que sempre esteve associado aos Toyota.