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Live fast! Die hard!

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Marco Melandri Drift

Estes homens são autênticos aliens.. e só lamento que a electrónica impeça cada vez mais que possamos assistir a momentos como este.

Com vídeos como este.. palavras para quê... fantástico não acham?




34x34: RIP Ciccio by Kevin Schwantz

De tudo o que li acerca da morte do Marco Simoncelli, este texto escrito no dia a seguir à sua morte, por Kevin Schwantz, foi o que mais me tocou.

Tomei a liberdade de o traduzir para português, espero que gostem tanto como eu.

Se quiserem ler a versão original, cliquem aqui.


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A primeira vez que eu conheci Marco Simoncelli, foi com o Valentino, e penso que foi em ‘2003 ou 2004’. Ele estava a começar sua carreira no Grand Priz e veio jantar connosco após o GP de Barcelona. Eu estava tipo, “Quem é este miúdo? Ele é grande demais! Ele nunca vai virar nada.” Mas o Valentino disse, “Não, ele é mesmo rápido, mesmo bom”. E claro Valentino estava certo.

Marco Simoncelli não era apenas um piloto rápido com um talento e potencial enorme, era também um excelente miúdo. Ele tinha sempre um sorriso na cara. Ele era feliz por estar a correr. Muitos de nós – e quando digo nós, porque era assim para mim – chegou ao ponto onde correr era um trabalho tão grande, quase que não era mais divertido. Não conseguíamos pôr de lado todos os compromissos e carga de trabalho, pela hora de prazer em tentar bater todos os outros no Domingo. E Simoncelli, até ao fim, parecia estar mais feliz que qualquer outro.

Haviam três que se destacavam no desporto, e agora existem dois. Provavelmente alguns não vão gostar de me ouvir dizer isto, mas é o Maverick Vinales, Marc Marquez, e era o Simoncelli. Estes tipos eram boas figuras para o desporto. Parece sempre que se estão a divertir. Haverá sempre os Pedrosas. Haverá sempre os Stoners. Mas mal o Valentino parta, todo o carácter do desporto vai desaparecer.

Mesmo sendo popular como Sic era, mesmo com todos os erros que ele cometeu este ano, mesmo com todas as motas que caíram – ele tinha sempre algo bom a dizer, e ele tinha sempre um sorriso na cara. Ele tinha sempre tempo para parar e dizer “Estou a aprender. Estou a cometer erros. Não corri nestas motos há 10 anos, não sei o que fazer”. E para mim, ela era do tipo old school. Muito como eu. Não muito acabado quando andou na mota pela 1ª vez, não muito polido como piloto, mas ele estava a conseguir perceber o que requeria, e o que era importante. Não apenas a curva seguinte, mas o resultado no fim do dia.
  
Fui a um evento de caridade em motocross, que o Valentino organizou há uns anos, e vi o Marco lá. Podias ver que o Simoncelli não tinha andado muito em motas de motocross até então. Ok, eu não sou um piloto de Supercross, mas pilotei muitas motas de motocross, por isso estava a falar com ele um pouco acerca do que ele estava a fazer, e ele estava a fazê-lo “Oh, sim, obrigado, isso ajudou-me muito”. E no fim desse fim-de-semana a pilotar motas de motocross, tudo o que conseguia fazer era mantê-lo à vista. Ele era um daqueles tipos que era como uma esponja. Ele absorvia tudo, e usava tudo o que desse jeito. Tudo o que o ajudasse, ele usava, e o que não ajudava, ele deitava fora. Ele queria sempre aprender. Ouvir, e mostrar sempre interesse. Podias ver isso na cara dele: ‘Isto pode ser algo que eu necessito ouvir. Isto pode ser algo que me pode ajudar’. E sempre que eu estava perto da sua casa, ele ligava-me para aparecer lá.

Provavelmente trocava mais sms com ele que com o Spies. Eu mandava-lhe uma sms após a corrida, mandava-lhe sms antes da corrida. Enviei-lhe uma sms mesmo antes do GP na Austrália. Eu disse, “Tudo o que tens que fazer é conseguir um bom arranque e juntar-te ao Stoner e ficar com ele por umas voltas”. Eu disse, “Um pouco de pressão e quem sabe o que pode acontecer”. Ele respondeu-me após a corrida “Ah”, Kevin, não tive ritmo para ir com o Casey, mas estou muito feliz com o resultado. Foi uma luta dura até ao fim”, e eu respondi-lhe “Sim, foi óptimo” e ele respondeu dizendo “Vens a Valência, certo?”, e eu respondi “Sim, claro” e ele disse “Vemo-nos em Valência”.

Nós tratavamo-nos pelo mesmo nick: Ciccio. Perguntei a alguém o que significava, e acho que significa “gordinho” em Italiano, ou algo parecido, mas ele disse que quer dizer “Amigo” mais do que outra coisa qualquer.

Ele era um daqueles tipos que tinha um futuro brilhante no desporto. É um estilo de vida infeliz que escolhemos, porque às vezes pode ser mesmo, mesmo brutal. Pode ser tão implacável. Foi isso que vimos ontem (quando Sic morreu). Não sei como, ou o que vão fazer para honrá-lo em Valência, mas tenho a certeza que toda a gente virá com um plano para lhe dar os louros adequados, porque ele era mesmo o futuro do MotoGP, de certeza, para os próximos cinco ou dez anos.

Sempre que ia vê-lo, ele dizia “Hey, vamos jantar”. Uma vez liguei-lhe, eu acho que íamos andar de bicicleta, e ele ligou-me “Hey, está a chover, Kevin. Não vamos andar de bicicleta. Mas eu vou buscar-te no hotel. Quero mostrar-te uma coisa com o meu BMW”. Ele tinha um M3. Claro. Ele e Graziano (Rossi) era super amigos, porque ambos adoravam fazer drift com os seus carros. Eles conheciam todas as ruelas pequenas em Itália, como a palma das suas mãor. Ele vivia em Riccione. E todas aquelas ruelas pequenas que tinha atrás, entre a pista em Misano e a praia. Tudo o que ele fazia, tinha sempre um sorriso de orelha a orelha.

Ele dizia “Mas vê, Graziano ensinou-me. Ele ensinou-me bem. Não deves nunca fazer mais que duas voltas, porque se fizeres, então a policia virá de certeza”. Quer fosse numa rotunda que ele estava a fazer donuts, ou um zona industrial que estava fechada ao fim de semana, ele dizia “Não podes fazer mais. Graziano diz não mais que duas voltas”. Apenas coisas assim. Ele gozava a vida e é trágico que tenha sido encurtada. Ele tinha um futuro tão brilhante à frente dele. 

Estava agora mesmo a ver algumas das fotos que tenho no meu telemóvel. Enviei-lhe uma foto, acho que era um dia de Inverno lá. Eu tinha uma camisola de manga comprida do Simoncelli, e envie-lhe essa foto. Ele respondeu dois minutos depois. Estava no seu BMW e o telemóvel estava atrás do volante, e ele tinha uma t-shirt do Kevin Schwantz. 

Toda a gente sentirá a falta dele. A sua família é composta de pessoas fantásticas. O seu pai, a sua mãe, a sua irmã, a sua namorada, toda a gente. Toda a gente que alguma vez conheceu o Marco, eram todos tão simpáticos quanto conseguiam ser. Não sei quando o funeral vai ser exactamente, mas não há muitas duvidas que estarei lá. Não vai haver uma vista seca na casa. 

Não lhe enviei uma sms antes da corrida na Malásia. Enviei uma sms para o seu telemóvel depois, e escrevi apenas “58 Forever. Descansa em paz, Ciccio”.
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Tributo a Marco Simoncelli - "Super Sic"


Ontem, 23 de Outubro de 2011 o infortúnio abateu-se no Grande Prémio da Malásia em Moto GP , onde à 2ª volta o italiano Marco Simoncelli sofreu um grave e chocante acidente, que acabou da pior maneira, com o falecimento do Super Sic.

Fiquei absolutamente chocado quando soube desta morte, não que seja mais ou menos importante que qualquer outra, mas mais por ter sido num desporto que amo e acompanho, mas também por ter sido com um futuro campeão do mundo, com apenas 24 anos.

Custou a acreditar nesta perda, até porque estávamos a falar de um piloto que até à sua morte, parecia invencível, tantas foram as quedas que teve, sem lesões de monta a reportar.

Super Sic era conhecido pela sua enorme agressividade em pista, que lhe causou muitos acidentes e dissabores, mas essa agressividade era fonte de paixão e admiração por entre os adeptos, sendo uma questão de tempo até lhe ser dada bom uso, com resultados e acredito títulos.

Estava expectante por ver como se ia portar em 2012, com a passagem das MotoGP de 800 cc para 1000 cc, ou seja, com mais binário e potência, o que na minha opinião iria diminuir a desvantagem que Marco tinha, por ser talvez o piloto mais alto e pesado a correr no MotoGP.

O acidente em si foi de uma tremenda infelicidade, numa curva larga feita a alta velocidade à direita, a mota de Marco foge de traseira, fazendo com que Marco saia da moto e depois dê a sensação de ficar preso por baixo da mota, ficando assim impossibilitado de levantar a mota e continuar a corrida.

Colin Edwards, seguido de Valentino Rossi, não têm por onde fugir e acabam atropelando o #58, com Edwards por atingir Marco nas costas, e Rossi na cabeça. Foi uma imagem impressionante ver Edwards completamente inclinado, e ao aperceber-se de Marco em dificuldades, tentar por todos os meios evitar o embate, mas sem sorte.. Edwards bate em Marco.. cai e desloca um ombro..

Quanto a Rossi.. bate no capacete de Marco, fazendo com que este saia da cabeça.. está aqui um dos mistérios do acidente.. pois não é suposto um capacete sair assim tão fácilmente.. Será que estava mal apertado? Será por outras razões??

Ainda não se sabe ao certo o que causou a morte.. eu fiquei com a ideia que terá sido sobretudo o embate de Colin Edwards a causar os danos fatais. Mas depois de ver fotos do acidente, dá a ideia que terá sido o embate de Rossi a causar a fatalidade, o que só adiciona ainda mais drama ao incidente. Rossi era de longe o melhor amigo de Marco, e via-o como um irmão mais novo.

Rossi entretanto já afirmou que não vai deixar o MotoGP, e que a partir de agora vão ser 2 a pilotar sua #46. Só quem não sabe minimamente como é a mentalidade de um piloto é que poderia esperar outra reacção de Rossi.

Não vou estar aqui a colocar fotos ou vídeos do acidente, apenas uma foto do Marco em vida.

Ciao Marco #54