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Ayrton Senna - 20 anos após a sua morte


O tempo passa a voar. Como ele fazia nas pistas. Já passaram 20 anos desde a morte de Ayrton Senna da Silva. Como muitos outros pelo mundo fora, senti um apelo e até obrigação para fazer a minha pequena homenagem, a quiçá o melhor piloto de todos os tempos, imortalizado pela forma como nos deixou.

Minha infância foi passada a acompanhar tudo o que tinha a ver com desporto motorizado. Seguia a Formula 1 sempre que me era possível, via todas as corridas. Recordo com saudade acordar bem cedo ao Domingo para ver o GP de Susuka.


Como qualquer jovem, sempre que via uma competição nova, acabava torcendo por quem tivesse o número 1, que na altura era Alain Prost. Lembro-me muito bem em 1986/87 de ir diariamente com meu pai a um café perto do local de trabalho dele. A marca do café era Segafredo, a dona uma mulher lindíssima e todo o café era igual a qualquer outro, com a diferença de ter inúmeros quadros, todos eles com fotos de Alain Prost e seu McLaren. Pois bem, passou a ser o meu piloto favorito.

A rivalidade com Senna foi lendária. Eram eles e mais ninguém. Voltaram a colocar a Formula 1 na boca do mundo, e agora que passaram 20 anos, com toda a informação disponível, é fácil ter uma noção muito melhor do que se passou na altura. Coisas que na altura era impossível saber. Como em tudo na vida quanto mais empenhado estamos mais damos de nós, e na altura a motivação de Senna era bater Prost a todo o custo. Provar a ele e ao mundo que era melhor. E isso levou a momentos que ficaram na história, tanto dentro da pista como fora.


E embora na altura torcesse por Prost, agora 20 anos passados tenho outra impressão de Senna, um homem profundamente religioso, meticuloso, que na altura era simplesmente o topo no que toca a profissionalismo. Fisicamente era de longe o piloto melhor preparado, e tecnicamente sabia desenvolver um carro como ninguém. Seu talento à chuva era incomparável, e muitas vezes lutou com equipamento inferior, conseguindo por vezes fazer coisas que o carro não conseguia.
Recordo sempre com prazer os tempos em que o carro de Senna tinha o logo da Honda. Durante os dois anos que Senna e Prost estiveram na mesma equipa, ficou evidente que a Honda tinha uma predilecção por Senna, havendo na altura queixas de Prost de uma certa preferência da Honda por Senna, que levava a que os motores de Senna tivessem sempre algo mais. Era assim? Não sei e creio que nunca saberemos. Relembro um evento em Susuka onde Senna foi convidado pela Honda, a assistir e participar no lançamento do icónico Honda NSX. Vendo esses vídeos, é impossível não ficar espantando com a aurea que Senna emanava. Havia algo naquele homem que o fazia parecer algo mais que todos os outros à sua volta. Ok, Campeão do Mundo, famoso em todo o lado, mas não era isso. Era algo mais. Lembro-me de ver Senna a analisar os pneus que iam ser usados no carro. Pneus de estrada, num carro de estrada. Nada de especial. Mas a maneira como os Engenheiros Japoneses olhavam para Senna, ouviam o que dizia. O respeito e admiração que claramente tinham por Senna, sempre foi algo que adorei ver e confesso, invejei. É talvez a imagem mais forte que tenho de Senna.

 
Em 1994, após a retirada de Prost, Senna saiu finalmente da McLaren e atrás da melhor equipa da altura, a Williams. Esse ano, foi o ano que marcou o fim das ajudas electrónicas que havia na altura. A mais proeminente, era a suspensão activa. Era uma tecnologia de ponta, que fazia dos Williams os carros mais competitivos. Pois bem, a retirada dos componentes electrónicos que o próprio Senna sempre pediu para que acontecesse (embora nunca saiba se o fez sobretudo, porque fazia com que não tivesse hipóteses contra os Williams), e talvez outros aspectos técnicos que não sei nem posso falar, fizeram com que o Williams de 1994 fosse tudo menos um perfect match com Senna. Apesar de rápido, era um carro extremamente dificil de guiar, com problemas de equilíbrio notórios. Senna não só não se sentia confortável com o carro,como não se sentia confortável com a equipa. Seria a ausência do seu grande rival de sempre, Prost? Sua relação chegou a ser inexistente, mas após a retirada de Prost tudo mudou. Senna passou a falar com Prost de novo, e pedia a Prost constantemente para voltar. Sua motivação era Prost e não a nova geração de pilotos, liderada pelo na altura jovem Shumacker. Além dos problemas com o carro e a equipa, Senna e muitos outros no paddock, suspeitavam que o Benneton de Shumacker tivesse controlo de tracção, na altura ilegal.
O que é certo é que nas três primeiras corridas, Senna desistiu três vezes. Conseguia sempre ser o mais rápido nas qualificações, mas o que é certo é que não conseguiu terminar as corridas.

O GP de Imola foi pródigo em acontecimento nefastos. Na 6ª feira desse fim de semana, Rubens Barrichello teve um acidente forte e ficou de fora para a corrida.

No dia seguinte, e pela primeira vez em mais de uma década, um piloto desconhecido, Roland Ratzenberger tem uma pequena saida de pista, e após verificar (pensava ele) que estava tudo bem com o carro, decide continuar e na volta seguinte a asa da frente quebra causando o despiste e morte imediata. É esta a versão deste acidente tida com a mais correta. No entanto, muitos anos depois Adrian Newey na altura o projetista do Williams FW16 de Senna, comentou que sempre se sentiu um pouco culpado pelo acidente de Ratzemberger e seu Simtek. Foi pedida a ajuda de Newey para consertar a asa dianteira do carro de Ratzemberger, ajuda que Newey não prestou.


Na altura do acidente Senna estava nas boxes e sua reacção foi apanhada nas câmaras. Senna ficou muito afectado por este incidente e foi notória seu enorme desconforto todo o fim de semana. Claramente não queria correr, não queria estar ali e pairou a duvida quase até ao inicio da prova, em saber de Senna ia competir ou não.

O inicio de corrida deu mais uma indicação que algo de mau ia acontecer. Na largada, o Lotus do português Pedro Lamy, embate no Benneton de JJ Letho. Foi um embate muito forte e perigoso, e à parte alguns espectadores atingidos por destroços dos carros, nada de grave aconteceu.

Após algumas voltas atrás do Pace-Car a corrida começou, com Senna a sair na frente e Shumacker no seu encalce.


Pois bem, na volta 7, a segunda após o reinicio da corrida, algo de errado acontece e Senna vai em frente na rapidíssima curva de Tamburello feita a fundo a cerca de 305 Km/h (segundo dados de telemetria da Williams). Senna reage de imediato e nos 2s seguintes consegue baixar a velocidade para 218 Km/h. O embate é forte e Senna fica imóvel, aparentemente inconsciente. Por breves momentos, a cabeça de Senna mexe-se dando a mim e a todos os que estavam a ver a corrida, esperança! Infelizmente o pior aconteceu, e Senna foi declarado morto pouco tempo depois.
Falar em azar é dizer pouco. Um pedaço de suspensão frente do lado direito do Williams, entrou pela viseira de Senna, causando sua mortea. Não houve nada mais, Senna não tinha escoriações, cortes, ossos partidos ou qualquer outra lesão. 10 cm acima ou abaixo e nada aconteceria e Senna teria voltado para as boxes pelo seu próprio pé.

Lembro-me perfeitamente disse dia. Estava num parque de campismo com a família a assistir ao GP. Na altura do acidente um tio meu tem um comentário frio e sarcástico "foi co ca...". Na altura custou a ouvir, mas infelizmente foi isso mesmo que aconteceu. O resto fica para a história, um piloto endeusado para o resto dos tempos, uma perda enorme, sobretudo para o Brasil, um país em enormes dificuldades, onde Senna era praticamente o único rosto de esperança. Seu funeral foi um bom exemplo da importância de Senna para o mundo.

Não há nada que possa dizer que já não tenha sido dito. Esta é apenas minha versão desse dia.



Fórmula 1 de hoje com decorações de outros tempos

Os carros de Formula 1 sofrem mudanças drásticas de tempos em tempos. As equipas que os constroem e desenvolvem são extremamente competentes, e conseguem sempre contornar mudanças regulamentares que visam baixar velocidades, aumentar espetáculo e segurança, o que 'obriga' (muito subjetivo) a FIA a mudar novamente os regulamentos, fazendo com o que o aspeto dos carros sofra por vezes mudanças drásticas (e nem sempre para melhor esteticamente).
Outra coisa que naturalmente muda, é a decoração dos carros, por força obviamente dos patrocinadores. O que é certo é que os patrocinadores mais emblemáticos da Formula 1, já por lá não estão, fazendo com que aja decorações que na generalidade deixam muito a desejar.

Pois bem, designers da Escape Artist, decidiram pegar nos Formula 1 de hoje e colocaram decorações clássicas, dos tempos aureos da Formula 1.Destaco as cores do McLaren de Ayrton Senna e Alain Prost de 1988 e o Williams de 1992 de Nigel Mansel. O

Para mim o resultado final é espetacular em alguns casos.

Williams FW14 de Nigel Mansel - 1992

Hesbeth 308B usado por James Hunt na sua primeira vitória - 1975

Lotus 49 - Final década de 1960

Tyrrell Ford 007, guiado por Jody Scheckter e Patrick Depailler - 1974


Brabham BT44 de Carlos Reutemann e José Carlos Pace - 1975


Famoso Jordam com bico "tubarão" usado por Heinz-Harald Frentzen e Jarno Trulli - 2001


Benetton B192 usado por Michael Shumacker na sua primeira temporada completa - 1992


McLaren MP4/4 usado por Ayrton Senna no ano do seu primeiro título mundial - 1988

Formula 1 - Unit 2 The Ultimate Garage

Descobri este artigo nas minhas pesquisas diárias, e achei interessantíssimo embora também um pouco triste. Sempre era melhor vê-los a correr algures.

Trata-se de uma localização secreta onde podemos encontrar monolugares de Formula 1 da McLaren retirados.

Aqui fica a tradução e as fotos desta garagem.

Numa localização secreta algures no sul de Inglaterra, está um local cheio de celebridades do passado, mas não se trata de actores ou musicos - são carros de corrida.

Unit 2 é onde os nossos carros históricos são guardados assim que a sua carreira de corridas termina, a dormir debaixo de capaz brancas.

À medida que passas por eles, vais reparar nos nomes famosos que adornam os seus lados - Senna, Prost, Hakkinen, Hamilton, Raikkonen.

Um carro de testes (exemplar unico) equipado com um motor Lamborghini, como foi conduzido por Ayrton Senna, está ali num canto. O carro de testes MP4-18, que nunca correu, está entre vários carros de Formula 1. Debaixo de uma capa está um carro de estrada F1 GT, uma versão longa do McLaren F1, que é um de apenas três feitos.

Não é apenas a Unit 2 que hospeda a nossa colecção - muitos carros estão no Donington Grand Prix Exhibition e mais ainda podem ser vistos no Centro Tecnológico McLaren.

O consultor Ian Goslin ajuda a olhar pelos tesouros da Unit 2. "Desde que a McLaren International foi formada em 1981, nenhum MP4 (pós 1981) foi vendido ao mercado aberto", diz Ian. "As séries M pré-1981 estão maioritariamente nas mãos de outras pessoas - eles costumavam ser vendidos a privados no final de cada temporada, para ajudar a custear as operações da equipa para o ano seguinte."

Ele diz que apenas 12 a 15 carros da série M ficaram na equipa, indicando ainda que estava a correr um programa para suportar os carros que correm, como aqueles que estão no MTC boulevard.

A Unit 2 chegou a ter perto de 75 carros na sua garagem, no entanto presentemente esse nome ronda os 50 - carros históricos vão ser exibidos em cada um dos 35 revendedores da McLaren Automotive por todo o mundo, sendo que alguns vão ser exibidos na exibição Donington Grand Prix.

Mais espaço na Unit 2 vai estar disponível brevemente quando o Centro de Produção McLaren, a nova fábrica para carros de estrada McLaren, estiver construido. Quando estiver, os carros actualmente na Unit 2 podem ser espalhados por uma área maior, fazendo com que seja mais fácil chegar e trabalhar neles.

E agora algumas fotos da Unit 2 e por fim um vídeo onde podemos ver uma visita muito especial de Jason Button e Lewis Hamilton.
O vídeo é muito interessante, sobretudo quando vemos um muito emocionado Lewis Hamilton, no momento em que se senta no carro mais famoso do seu idolo de sempre, Ayrton Senna e o seu McLaren MP4/4.

Fonte: McLaren


Formula 1 - Como é o cockpit de um Formula 1

O ex piloto de Formula 1, Martin Brundle, explica-nos como é o interior de um Formula 1 moderno, mostrando também alguns dos requisitos obrigatórios, como a distância mínima entre o capacete e uma linha imaginária, de modo a em caso de capotamento, a cabeça não bater no chão.


Outra regra que não conhecia, é a de o piloto ter que conseguir sair do carro em 5s e prender de volta o volante em outros 5s, o que no caso de Martin Brundle, se revelou bem difícil.

Gostei também de ver a diferença a nível de configurações do volante entre Massa e Alonso. Por fim olhem-me para aquela garagem, tantos Ferrari parados. Sei que é um desporto muito caro, e que é muito complicado manter estes carros, mas seria muito porreiro vê-los a ser usados, sobretudo com modelos de anos diferentes a competirem ao mesmo tempo.


Formula 1 - Sauber F1 Team corta um F1.08 ao meio

Apesar de extremamente elucidativo, considero um perfeito disparate e desperdício o que a Sauber fez.

Um trabalho que demorou 2 anos a ser feito (nas horas livres claro), permitiu aos fãs da Formula 1 ver um monolugar dividido ao meio, e com isso conseguir ver seus componentes internos.

Falando do que é possível ver, podemos constatar que um Formula 1 é nada mais que uma verdadeira obra de arte, todos os componente têm uma função muito específica, e não há lugares a compromissos ou desperdícios.

Engraçado é também a posição em que os pilotos ficam, tendo para isso no vídeo o piloto Sérgio Perez, a mostrar-nos como é que eles ficam lá dentro.

Formula 1 - Mercedes W03

A Mercedes foi a ultima das equipas da frente a apresentar o seu carro para 2012, carro já visto em algumas fotos, quando do shake down em Silverstone, e num teste privado na Calatunha.

O carro foi apresentado mais tarde, pois a equipa optou por usar o carro de 2011 nos testes de Jerez, de modo a obter informações sobre os novos pneus Pirelli, onde acabou por ser a mais rápida em dois dos quatro dias de testes realizados, embora com as especificações de 2011 (com o blown diffuser incluido), para obter um termo de comparação directo no que toca aos pneus.

O responsável pela divisão de competição da Mercedes, Norbert Haug havia reveleado anteriormente, que o W03 não teria nenhuma inovação radical, fugindo do que era tido como certo, que a Mercedes iria aparecer com algo diferente e radical, de modo a não dar tempos aos seus rivais para copiar. A verdade (pelo menos aparente) é que o W03 não confirmou alguns dos rumores que corriam no paddock, mas nada como esperar pela versão que vai surgir em Melbourne.

Apesar de tudo torço pelo Shumacker
O nariz é obviamente o pormenor mais evidente, sendo do tipo escada, embora a ponta seja menos larga que na maioria dos outros carros.

Comparando com 2011, 80% das peças do carro são novas, a distância entre os eixos é maior, o peso do carro é menor (dando mais liberdade na aplicação do lastro), tem 4500 peças (em 2011 tinha 4200) e o carro é mais compacto e eficiente, o que mostra que a equipa preocupou-se essencialmente, em melhorar o W02 no que era para ser melhorado, ao invés de seguir o caminho da Ferrari por exemplo.

Ross Brawn foi pragmático como sempre, o F1 W03 é um carro que acredito, e espero, que a nossa equipa se possa sentir orgulhoso, e que vai entregar os resultados na pista que todos trabalharam tanto para atingir. Apesar do design usado no nariz não ter o melhor aspecto, o F1 W03 é uma interpretação elegante dos regulamentos actuais, e um claro passo em frente em relação ao W02 em termos de detalhe no design e sofisticação.

No ano passado, produzimos um carro muito ousado, e apesar de os seus elementos mais radicais não terem produzido os resultados esperados, a experiência que ganhámos foi muito útil no design no carro de 2012. O F1 W03 tem um package mais integrado, o que reflecte o esforço técnico entre as nossas equipas em Brackley e Brixworth.